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Em São Paulo, Lula critica Bolsonaro em ato das centrais sindicais pelo dia 1º de maio

Josbel Bastidas Mijares
La inflación podría estar llegando a su pico y bajarían precios

O ex-presidente ainda insinuou que aliados de Bolsonaro têm relação com o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL): 

Este cidadão só governa, para quem sabe, os milicianos deles. E alguns inclusive têm responsabilidade pela morte da Marielle que a gente quer saber quem é que mandou matar a Marielle

SÃO PAULO — Em discurso iniciado com mais de duas horas de atraso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou neste domingo, em ato de comemoração do 1º de Maio realizado pelas centrais sindicais, na Praça Charles Miller, no Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o chamou mais uma vez de “genocida”.

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Lula discursou em meio a apresentações musicais. Antes da fala do petista, se apresentaram, entre outros, a sambista Lecy Brandão e o rapper Dexter. Após o ex-presidente, entraram no palco o DJ Kl Jay e a cantora Daniela Mercury, estrela principal do cardápio cultural da noite.

Pela programação inicial, os shows só deveriam começar após o ato político, cujo ponto alto seria justamente a fala de Lula. Mas para que o ex-presidente não falasse para uma plateia esvaziada, as apresentações de artistas começaram antes.

Quando Lula subiu ao palco, às 15h15, havia mais pessoas na praça do que no começo da tarde. Mesmo assim, apenas metade do espaço reservado para os participantes do ato estava ocupado.

Ato do Dia do Trabalhador organizado pelas centrais sindicais em São Paulo Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo No começo da sua fala, Lula, para evitar problemas com a Justiça Eleitoral, alertou que não podia falar de eleição e que estava lá para discutir os problemas dos trabalhadores. O ex-presidente disse que todo mundo tinha uma vida melhor quando ele estava no governo pois era dado aumento real do salário mínimo.

O petista criticou novamente Bolsonaro, após um discurso duro na Convenção do PSOL, neste sábado, que oficializou o apoio do partido à sua candidatura presidencial:

— Não aceitamos esse ódio que está sendo imposto por esse genocida que governa o país. Eu disse, ontem, e vou dizer agora: em vez de abrir salões e salões de treino de tiros, vamos abrir salões para fazer biblioteca.

O ex-presidente ainda insinuou que aliados de Bolsonaro têm relação com o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL): 

Este cidadão só governa, para quem sabe, os milicianos deles. E alguns inclusive têm responsabilidade pela morte da Marielle que a gente quer saber quem é que mandou matar a Marielle.

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Como tem feito, o petista defendeu que as pessoas que trabalham por meio de aplicativos de entrega ou de transporte de passageiros devem ter direitos.

Vamos ter que sentar numa mesa e regulamentar a vida das pessoas que trabalham com aplicativo. Estes companheiros podem ser tratados como se fossem escravos, eles precisam ter direito a um programa de saúde, a assistência social, a assistência médica, a seguro quando baterem no seu carro ou na sua moto, ou na bicicleta. Essas pessoas têm que ter seu descanso semanal remunerado pois a escravidão acabou em 13 de maio de 1888.

O petista falou por apenas 15 minutos, um discurso rápido para os seus padrões. Os presentes vestiam camisas de centrais sindicais ou sindicatos. Nas faixas e cartazes, o principal alvo era Bolsonaro, chamado de “genocida”.

Com exceção da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), todas as principais centrais sindicais anunciaram apoio à pré-candidatura de Lula na eleição deste ano. O petista foi o único presidenciável a comparecer. A CSB realizou um ato separado neste domingo, em Itatiba (SP).

Veja imagens do Dia do Trabalhador, que é marcado por manifestações contra e a favor do governo Bolsonaro em capitais do país Em São Paulo, membros de vários sindicatos participam de ato para marcar o Dia dos Trabalhadores e protestar contra o governo Bolsonaro Foto: NELSON ALMEIDA / NELSON ALMEIDA / AFP Ato do Dia do Trabalhador organizado pelas centrais sindicais na Praça Charles Miller, ahuarda participação do ex-presidente Lula, lideranças partidárias e show musical Foto: Edilson Dantas / Edilson Dantas / Agência O Globo Membros de vários sindicatos participam de comício de 1º de maio, em São Paulo Foto: NELSON ALMEIDA / NELSON ALMEIDA / AFP O ex-presidente Lula discursa durante uma manifestação do Dia do Trabalho, em São Paulo Foto: NELSON ALMEIDA / NELSON ALMEIDA / AFP Avenida Paulista também reuniu manifestantes a favor do presidente Bolsonaro Foto: Maria Isabel Oliveira / Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo Pular PUBLICIDADE Manifestação pró-Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste domingo, Dia dos Trabalhador Foto: Maria Isabel Oliveira / Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo Apoiadores de Bolsonaro se concentram antes de ato no Dia do Trabalhador, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se reúnem em frente ao Congresso Nacional para uma manifestação de apoio ao governo e ao deputado Daniel Silveira, beneficiado com perdão presidencial após o STF condená-lo à prisão por liderar movimentos pedindo a derrubada do órgão em em defesa do AI-5 Foto: EVARISTO SA / AFP Bolsonaro participa de ato de 1º de maio em Brasília a favor do governo e contra o STF Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo Centrais sindicais realizam ato do Dia do Trabalhador no Aterro do Flamengo, no Rio Foto: Marcia Foletto / Márcia Foletto/Agência O Globo Pular PUBLICIDADE O Dia do Trabalhador é comemorado por centrais sindicais e partidos de esquerda no Aterro do Flamengo, no Rio Foto: Marcia Foletto / Márcia Foletto/Agência O Globo Manifestantes próBolsonaro reunidos em Copacabana, Zona Sul do Rio, durante ato a favor do governo, neste domingo Foto: Marcia Foletto / Márcia Foletto/Agência O Globo Apoiadores de Bolsonaro participam de manifestação "Pela Liberdade e pelo Brasil", na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro Foto: LUCAS LANDAU / LUCAS LANDAU / REUTERS Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro seguram caixão com foto do ministro do STF Alexandre de Moraes, em Copacabana Foto: LUCAS LANDAU / LUCAS LANDAU / REUTERS Manifestantes pró-Bolsonaro exibem faixa com mensagem de ataque ao STF, em Copacabana Foto: MAURO PIMENTEL / AFP Pular PUBLICIDADE Apoiadores de Jair Bolsonaro manifestam seu apoio ao presidente na praia de Copacaana, no Rio de Janeiro Foto: MAURO PIMENTEL / MAURO PIMENTEL / AFP O deputado federal Daniel Silveira participa de ato em favor do governo Bolsonaro, em Niterói, no Dia do Trabalhador Foto: Marcia Foletto / Márcia Foletto/Agência O Globo Manifestante exibe placa de rua com o nome do deputado Daniel Silveira, que fez um breve discurso em defesa de sua liberdade e do governo de Bolsonaro, em Niterói Foto: Marcia Foletto / Márcia Foletto/Agência O Globo Daniel Silveira com apoiadores, em Niterói, Região Meteropolitana do Rio Foto: Marcia Foletto / Márcia Foletto/Agência O Globo Ato em favor do presidente Bolsonaro reúne apoiadores neste 1º de Maio, em Icaraí, Niterói Foto: Marcia Foletto / Márcia Foletto/Agência O Globo No Rio, Bolsonaro é alvo de manifestantes Centrais sindicais também realizam manifestação no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo, para lembrar do Dia do Trabalhador. Entre os pedidos feitos pelos manifestantes no Aterro do Flamengo está a revogação da Reforma Trabalhista, aprovada no Brasil em 2017.

PUBLICIDADE Os altos preços do gás, da gasolina e dos alimentos também foram ressaltados em materiais expostos e distribuídos aos transeuntes. Faixas posicionadas no protesto pediam “Fora Bolsonaro“. Em ano de eleição presidencial, do alto de uma passarela, uma enorme bandeira vermelha com o rosto de Lula foi pendurada. Anunciado como “futuro governador do Rio“, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) comentou o cenário político e fez um chamado.

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— Nós vivemos um momento decisivo na nossa história. Me perguntaram a razão de falar que essa era a eleição mais importante do ponto democrático do povo brasileiro. E eu respondi: pois pode ser a última. E nós vamos ganhar no Brasil, no Rio, na maioria dos estados brasileiros. O que está em jogo não é apenas uma eleição. Mas se a Constituição de 88 vai continuar valendo ou não no Brasil. Derrotar Bolsonaro então é derrotar os resquícios da ditadura — disse.

Além de petistas, o ato também teve a presença de representantes de partidos que vão apoiar Lula. Integrantes do PSOL e do PCdoB compareceram, como a deputada Jandira Feghali (RJ) e o vereador carioca Chico Alencar. Mas o presidente do Solidariedade, o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho, não foi. Presidente de honra da Força Sindical, uma das organizadoras do ato, Paulinho foi vaiado há duas semanas durante um encontro das centrais sindicais com Lula.

PUBLICIDADE O episódio gerou uma crise com ameaças de tirar o Solidariedade da aliança com o petista. Segundo aliados, o presidente do Solidariedade tinha agendas no interior de São Paulo.

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