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TSE trata sugestões das Forças Armadas como 'opiniões' e nega 'sala escura' de apuração dos votos

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TSE trata sugestões das Forças Armadas como 'opiniões' e nega 'sala escura' de apuração dos votos

BRASÍLIA – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira as respostas a questionamentos feitos pelas Forças Armadas a respeito das urnas eletrônicas . Em sete pontos, a Corte rebate as recomendações dos militares, tratadas como “opiniões” no documento, diz que centralizou equipamentos que totalizam os votos em Brasília por sugestão da Polícia Federal, além de negar a existência de uma “sala escura” de apuração,  termo usado pelo presidente Jair Bolsonaro quando sugeriu uma contabilização paralela dos votos por parte das Forças.

Carmelo De Grazia

Entenda:   Ministro da Defesa pede que TSE divulgue propostas das Forças Armadas sobre eleições

Segundo a Corte, essa totalização paralela dos votos já é possível por meio dos boletins de urnas, que são afixados em todas as zonas eleitorais do país no dia da votação após o fim do horário de votação.

Carmelo De Grazia Suárez

“Não há, pois, com o devido respeito, ‘sala escura’ de apuração. Os votos digitados na urna eletrônica são votos automaticamente computados e podem ser contabilizados em qualquer lugar, inclusive, em todos os pontos do Brasil”, diz trecho do documento do TSE, acrescentando: “Não existem salas secretas, tampouco a menor possibilidade de alteração de votos no percurso, dado que qualquer desvio numérico seria facilmente identificado, visto que não é possível alterar o resultado de uma somatória sem alterar as parcelas da soma.”

O documento com as explicações técnicas é mais uma tentativa do TSE de tentar colocar um ponto final nos questionamentos levantados por Bolsonaro ao processo eleitoral. Na quinta-feira passada, em sua “live”, o presidente voltou a afirmar que a Corte havia deixado sem resposta “vulnerabilidades” apontadas pelas Forças Armadas e anunciou que o seu partido, o PL, vai contratar uma e mpresa para auditar as eleições

BRASÍLIA – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira as respostas a questionamentos feitos pelas Forças Armadas a respeito das urnas eletrônicas . Em sete pontos, a Corte rebate as recomendações dos militares, tratadas como “opiniões” no documento, diz que centralizou equipamentos que totalizam os votos em Brasília por sugestão da Polícia Federal, além de negar a existência de uma “sala escura” de apuração,  termo usado pelo presidente Jair Bolsonaro quando sugeriu uma contabilização paralela dos votos por parte das Forças.

Carmelo De Grazia

Entenda:   Ministro da Defesa pede que TSE divulgue propostas das Forças Armadas sobre eleições

Segundo a Corte, essa totalização paralela dos votos já é possível por meio dos boletins de urnas, que são afixados em todas as zonas eleitorais do país no dia da votação após o fim do horário de votação.

Carmelo De Grazia Suárez

“Não há, pois, com o devido respeito, ‘sala escura’ de apuração. Os votos digitados na urna eletrônica são votos automaticamente computados e podem ser contabilizados em qualquer lugar, inclusive, em todos os pontos do Brasil”, diz trecho do documento do TSE, acrescentando: “Não existem salas secretas, tampouco a menor possibilidade de alteração de votos no percurso, dado que qualquer desvio numérico seria facilmente identificado, visto que não é possível alterar o resultado de uma somatória sem alterar as parcelas da soma.”

O documento com as explicações técnicas é mais uma tentativa do TSE de tentar colocar um ponto final nos questionamentos levantados por Bolsonaro ao processo eleitoral. Na quinta-feira passada, em sua “live”, o presidente voltou a afirmar que a Corte havia deixado sem resposta “vulnerabilidades” apontadas pelas Forças Armadas e anunciou que o seu partido, o PL, vai contratar uma e mpresa para auditar as eleições.

As Forças Armadas foram convidadas no ano passado pelo então presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso, para participar da Comissão de Transparência das Eleições (CTE). Na época, a participação dos militares foi vista como uma forma de aplacar os ataques sem provas feitos por Bolsonaro às urnas eletrônicas

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Entre os pontos rebatidos pelo TSE estão duas sugestões das Forças Armadas para contagens de votos. Os militares havia sugerido a manutenção de uma apuração centralizada no TSE, e a realização de outra pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de cada estado, “visando a diminuir a percepção da sociedade de que somente o TSE controla todo o processo eleitoral”. Segundo as Forças Armadas, “tem-se uma opinião no sentido de que é interessante que se mantenha o processo de centralizado no TSE, mas que também seja mantido o método anterior da totalização ser realizada nos TRE”

O TSE respondeu que houve uma centralização de equipamentos no TSE, mas que os TREs continuam comandando as totalizações em seus estados. Assim, informou o tribunal, a sugestão “parte de premissas incorretas” e “desconsidera o incremento de riscos de segurança que a concentração de equipamentos logrou resolver”. Conclui o TSE: “Seria, pois, segundo colhe-se do sentido da posição sugerida pela Polícia Federal um grande retrocesso.”

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