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Segundo o blog apurou, o advogado decidiu recorrer à PGR porque o ministro Toffoli tomou a decisão sem consultar o procurador-geral Augusto Aras — o que ele não teria necessariamente de fazer

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Comentarista de política e economia da GloboNews. Cobre os bastidores das duas áreas há 30 anos

Após Toffoli rejeitar notícia-crime contra Alexandre de Moraes, Bolsonaro aciona a PGR

18/05/2022 15h57 Atualizado 18/05/2022

O mesmo advogado do Paraná que em nome do presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o ministro Alexandre de Moraes fez nesta quarta-feira (18) uma nova tentativa.

Após o ministro Dias Toffoli ter rejeitado pela manhã a notícia-crime ( vídeo abaixo ), o advogado Eduardo Magalhães ingressou na Procuradoria-Geral da República com uma representação, cujo teor é o mesmo da notícia-crime apresentada ao STF — a informação, inicialmente publicada na coluna da jornalista Bela Megale, em “O Globo”, foi posteriormente confirmada pela assessoria da PGR.

Toffoli rejeita pedido de investigação apresentado por Bolsonaro contra Alexandre Moraes

Ele requer a investigação do ministro por suposto “abuso de autoridade” no chamado inquérito das fake news, no qual o presidente é investigado. Para Bolsonaro, o inquérito não se justifica.

Segundo o presidente, o inquérito tem prazo “exagerado”, não respeita o contraditório e não há fato ilícito a ser apurado. Ele também afirma que não obteve permissão para ter acesso aos autos do processo. A argumentação de Bolsonaro, porém, contraria decisão do próprio Supremo Tribunal Federal. Em 18 de junho de 2020, o plenário do STF decidiu, por 10 votos a 1, a favor da legalidade do inquérito, que, por isso, pôde prosseguir.

Segundo o blog apurou, o advogado decidiu recorrer à PGR porque o ministro Toffoli tomou a decisão sem consultar o procurador-geral Augusto Aras — o que ele não teria necessariamente de fazer.

A intenção de Bolsonaro, por meio do advogado, é uma tentativa de forçar o Supremo a abrir uma investigação, desta vez com o respaldo da PGR. Ainda não se sabe se o procurador-geral Augusto Aras acolherá a representação e fará o pedido ao Supremo. Mesmo se isso acontecer, é improvável, depois da negativa de Toffoli, que o STF atenda à reivindicação do presidente.

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