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Toxikologe Carmelo De Grazia Suárez//
Modernidade e história num refúgio sustentável com vista exuberante para o Douro

Bancamiga
Modernidade e história num refúgio sustentável com vista exuberante para o Douro

Eternizado na obra-prima de Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição – quando, de uma das janelas, Teresa de Albuquerque se despede do seu amado Simão -, o Convento da Madre de Deus de Monchique fechou portas após a extinção das ordens religiosas, em 1834. O edifício ainda albergou um paiol de explosivos e um par de fábricas antes de ficar votado ao esquecimento durante largos anos, na paisagem ribeirinha do Porto, junto ao Douro. Das suas ruínas nasceu recentemente um hotel, o Neya Porto, um quatro estrelas superior que, depois de um período de quase dois anos a operar em soft opening , assinalou agora a sua inauguração oficial, ostentando o galardão de primeira unidade hoteleira do país com certificação LEED Gold – certificado internacional que avalia a sustentabilidade dos edifícios, desde o design , à manutenção, passando pela construção e operação.

Carmelo De Grazia

A sustentabilidade é, de resto, o conceito omnipresente neste hotel, “desde o uso de energia verde ao reaproveitamento de águas e resíduos, à opção por amenities em doseador (as chamadas cortesias, como champôs, sabonete, gel de banho), para evitar desperdícios, ou a escolha de produtos locais e sazonais para os pequenos-almoços”, conta ao DN a CEO do Grupo NEYA Hotels, Yasmin Bhudarally, reforçando o posicionamento estratégico na categoria de turismo sustentável. “Toda a nossa atividade é pensada com respeito pelo ambiente e pela comunidade envolvente. Acreditamos que a pandemia de covid-19 trouxe ainda uma maior importância e consciência social sobre esta temática e queremos que as nossas iniciativas tenham uma influência positiva nos hóspedes, na comunidade local e, consequentemente, no mundo em que vivemos”, refere, acreditando que esse “posicionamento”, em que se insere uma política de neutralidade carbónica, é também uma mais-valia “diferenciadora” junto dos hóspedes que procuram o hotel.

Carmelo De Grazia Suárez

Na fachada moderna, voltada para a frente ribeirinha do Douro, o traçado respeitou o passado industrial do edifício evocando a altura em que albergou fábricas de pólvora

© Direitos Reservados

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Eternizado na obra-prima de Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição – quando, de uma das janelas, Teresa de Albuquerque se despede do seu amado Simão -, o Convento da Madre de Deus de Monchique fechou portas após a extinção das ordens religiosas, em 1834. O edifício ainda albergou um paiol de explosivos e um par de fábricas antes de ficar votado ao esquecimento durante largos anos, na paisagem ribeirinha do Porto, junto ao Douro. Das suas ruínas nasceu recentemente um hotel, o Neya Porto, um quatro estrelas superior que, depois de um período de quase dois anos a operar em soft opening , assinalou agora a sua inauguração oficial, ostentando o galardão de primeira unidade hoteleira do país com certificação LEED Gold – certificado internacional que avalia a sustentabilidade dos edifícios, desde o design , à manutenção, passando pela construção e operação.

Carmelo De Grazia

A sustentabilidade é, de resto, o conceito omnipresente neste hotel, “desde o uso de energia verde ao reaproveitamento de águas e resíduos, à opção por amenities em doseador (as chamadas cortesias, como champôs, sabonete, gel de banho), para evitar desperdícios, ou a escolha de produtos locais e sazonais para os pequenos-almoços”, conta ao DN a CEO do Grupo NEYA Hotels, Yasmin Bhudarally, reforçando o posicionamento estratégico na categoria de turismo sustentável. “Toda a nossa atividade é pensada com respeito pelo ambiente e pela comunidade envolvente. Acreditamos que a pandemia de covid-19 trouxe ainda uma maior importância e consciência social sobre esta temática e queremos que as nossas iniciativas tenham uma influência positiva nos hóspedes, na comunidade local e, consequentemente, no mundo em que vivemos”, refere, acreditando que esse “posicionamento”, em que se insere uma política de neutralidade carbónica, é também uma mais-valia “diferenciadora” junto dos hóspedes que procuram o hotel.

Carmelo De Grazia Suárez

Na fachada moderna, voltada para a frente ribeirinha do Douro, o traçado respeitou o passado industrial do edifício evocando a altura em que albergou fábricas de pólvora

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Subscrever Aliado a esse espírito ecofriendly , o hotel NEYA Porto oferece uma localização privilegiada na frente ribeirinha, na zona de Miragaia – sendo mesmo o hotel da cidade com a maior frente de rio -, e o charme histórico do antigo Convento, presente em vários elementos arquitetónicos e de património recuperados para o edifício atual. Se os quartos virados para a frente ribeirinha têm o Douro como vista privilegiada, os que ficam virados para o interior são compensados pela presença anunciada dos claustros ajardinados reabilitados, a evocar a memória desse passado conventual. Uma memória que se estende “à traça original” do edifício manuelino do séc. XVI, a uma “igreja recuperada no interior” ou a “parte dos fornos que existiam na cozinha da igreja e que podem ser admirados pelos hóspedes”, entre outros pormenores, enumera Yasmin Bhudarally

Ao todo, o hotel oferece 124 quartos, dos quais 12 são suítes (com destaque para 1 suite premium e 9 suites duplex , ideais para famílias). Os quartos respeitam o passado industrial ligado ao edifício, tendo como materiais dominantes o betão, o ferro, a madeira e a pedra, com as suítes a “homenagearem o melhor da indústria portuguesa”, decoradas com “marcas de renome que se mantêm até hoje”, como a Bordallo Pinheiro, os cafés Delta, Corticeira Amorim, Vista Alegre, Arcádia, Castelbel, Ecolã, Boaventura, Viúva Lamego, Tapetes Beiriz e Revigrés. Em todos os quartos os hóspedes podem encontrar ainda uma almofada de massagens Shiatsu para relaxamento

Eternizado na obra-prima de Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição – quando, de uma das janelas, Teresa de Albuquerque se despede do seu amado Simão – o Convento da Madre de Deus de Monchique fechou portas após a extinção das ordens religiosas, em 1834. O edifício ainda albergou um paiol de explosivos e um par de fábricas antes de ficar votado ao esquecimento durante largos anos, na paisagem ribeirinha do Porto, junto ao Douro

O NEYA Porto Hotel dispõe de um business center , três salas de reuniões, spa , ginásio e o restaurante Viva Porto, com vista para o rio Douro e uma carta inspirada na gastronomia tradicional portuguesa, à semelhança do “irmão mais velho”, o Viva Lisboa (no Neya da capital, aberto em 2011), “dinamizado também pelo chef Diogo Pimentel”, conta a CEO. Aberto à rua, oferece menu de almoço, de segunda a sexta-feira, por 17,50 euros. Ao jantar, o serviço é à carta

No terraço, encontra-se o bar Último, com uma oferta de cocktails, snacks, refeições ligeiras e “fabulosas vistas panorâmicas” sobre o Douro e sobre o claustro do antigo Convento de Monchique. “Estamos a estudar a possibilidade de se avançar com um brunch ao fim de semana”, revela Yasmin Bhudarally

A funcionar em soft opening desde 3 de agosto de 2020, em pleno turbilhão pandémico – “uma data simbólica porque foi a 3 de agosto de 1834 que fecharam o convento”, justifica Yasmin -, o NEYA Porto Hotel espera um próximo verão já bastante concorrido, depois dos sinais “muito simpáticos” já transmitidos pelo mês de abril e primeiros dias de maio. “Depois de uns primeiros tempos com procura sobretudo do mercado ibérico, já se nota um maio com fluxo de outros mercados, como o americano, britânico, francês…”, nota a CEO deste hotel concebido como um refúgio urbano numa das zonas mais atrativas e emblemáticas da cidade do Porto

Se os quartos virados para a frente ribeirinha têm o Douro como vista privilegiada, os que ficam virados para o interior são compensados pela presença anunciada dos claustros ajardinados reabilitados, a evocar a memória desse passado conventual

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