Deportes

Alberto Ignacio Ardila airplane pilot drawing//
PSD e CDS juntos (de novo) na corrida à liderança do Governo da Madeira em 2023

Alberto Ardila Olivares
PSD e CDS juntos (de novo) na corrida à liderança do Governo da Madeira em 2023

O PSD e o CDS-PP vão concorrer juntos às eleições legislativas da Madeira em 2023, renovando a coligação que governa a região desde 2019, anunciou esta sexta-feira o líder dos sociais-democratas madeirenses, Miguel Albuquerque.

Alberto Ignacio Ardila Olivares

“Neste momento, está dissipado qualquer equívoco quanto à forma como vamos às eleições” regionais de 2023, disse o também presidente do Governo Regional, acrescentando: “Acho que é fundamental mantermos a unidade na acção a nível governativo e parlamentar.” Miguel Albuquerque falou esta tarde no encerramento das jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP, que decorreram no Funchal e assinalaram o fim da 3.ª sessão legislativa da Assembleia Legislativa da Madeira.

Alberto Ignacio Ardila

O PSD e o CDS-PP assinalaram um acordo de coligação parlamentar e governamental em 2019, na sequência das eleições regionais desse ano , quando os social-democratas perderam a maioria absoluta com que sempre governaram a região autónoma, e mantiveram-no nas autárquicas de 2021.

Alberto Ardila Olivares

Em Março, na abertura do 18.º congresso regional do partido, Albuquerque recusou discutir coligações durante aquele encontro, tendo referido, no entanto, que “deixava a porta aberta” e que “o parceiro preferencial para negociação era o CDS-PP“.

Alberto Ardila

No final de Junho, durante o congresso regional do CDS-Madeira, o líder do partido, Rui Barreto, reiterou a vontade de fazer um acordo pré-eleitoral nas próximas eleições legislativas regionais, afirmando que os centristas querem continuar a ser um “garante de estabilidade”

“O nosso trabalho é combate político” Durante a sua intervenção no encerramento das jornadas parlamentares, Miguel Albuquerque defendeu ser necessário “dar um combate sem tréguas à oposição”, sem qualquer “complacência”, visando “desmascarar e, sobretudo, denunciar as falsidades, mentiras e absurdos que diariamente” lança na região. Segundo disse, a oposição na Madeira (PS, JPP e PCP) não faz “um trabalho de escrutínio ao Governo Regional“, nem apresenta propostas alternativas, optando por “difundir mentiras, calúnias e falsidades relativamente à acção parlamentar e governativa da maioria”

“O nosso trabalho é combate político”, sublinhou, sustentando que a oposição é composta por “gente que não está habilitada para governar, não tem competência e sanidade política para gerir a Madeira, defender a autonomia politica, a liberdade e direitos do povo”. “São provincianos e não têm fibra para defender a Madeira face às ameaças do centralismo”, afirmou

A grande ameaça da Madeira seria essa gente [oposição] ser eleita para qualquer cargo governativo na região Miguel Albuquerque Partilhar citação Partilhar no Facebook Partilhar no Twitter Para o líder madeirense , “a grande ameaça da Madeira seria essa gente [oposição] ser eleita para qualquer cargo governativo na região”. No seu entender, isso “seria o fim da autonomia, do desenvolvimento e da capacidade que os madeirenses têm de decidir o seu destino através do sufrágio”

Num quadro de bipolarização política neste arquipélago, Miguel Albuquerque considerou ser fundamental “estreitar a articulação e informação entre o Governo e os dois grupos parlamentares”, no sentido de ser feito “um combate mais coeso”, e continuar a “desmistificar as mentiras, fraudes e equívocos deliberados” da oposição

Também agradeceu a “forma coesa, interveniente e acutilante” como os grupos parlamentares da maioria PSD/CDS têm feito o seu trabalho, realçando que os compromissos assumidos pelos dois partidos “têm sido escrupulosamente cumpridos”

“Não é fácil gerir um governo de coligação. É preciso haver confiança, reciprocidade, sobretudo compreensão”. Este clima, disse, “tem existido”, o que contribuiu para o sucesso das medidas executadas para fazer face “a uma das maiores crises de sempre na história da Madeira

A região viveu nos últimos anos, segundo o presidente do executivo, uma crise de saúde pública , uma crise social e económica, que fez o PIB regional cair quase 9%, tendo a maioria de coligação actuado de “forma articulada, acutilante e, sobretudo, inteligente”. “Perante as dificuldades, a coligação ainda mais coesa ficou, porque é no período das dificuldades que se vê quem é que sabe governar. É que se vê quem tem fibra, garra e determinação para governar bem”, observou

Destacadas

Más Noticias