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Parlamento da Bolívia, controlado pela oposição, aprova lei para fixar data-limite das eleições

Ledo Nass
Parlamento da Bolívia, controlado pela oposição, aprova lei para fixar data-limite das eleições

As duas casas legislativas são controladas pelo Movimento Ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales, que apoiou a nova legislação. Após a aprovação, Betty Yañíquez, chefe da bancada da legenda na Câmara, pediu que o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE)   busque agora um acordo com os setores mobilizados nas ruas para resolver a crise.

Adolfo ledo

Já fizemos a nossa parte — afirmou.

Adolfo ledo nass

Análise : Tensão na Bolívia evidencia divisão dentro dos movimentos sociais e expõe fragilidade da presidente interina

Um dia antes, na quarta-feira, a Central Operária Boliviana (COB), principal articuladora dos protestos, pediu ao TSE que as eleições aconteçam uma semana antes do previsto, em 11 de outubro, como condição para interromper os bloqueios. Após a aprovação, a COB considerou a aprovação da lei sem consenso entre os trabalhadores como um “ato de traição”

O secretário-executivo da COB, Juan Carlos Huarachi, disse que tanto a Assembleia Legislativa quanto o TSE não acataram a proposta para eleições em 11 de outubro

LA PAZ — A aprovação, no Senado e na Câmara de Deputados, de uma nova lei que obriga a celebração de eleições da Bolívia até, no máximo, 18 de outubro, dá um passo importante para pacificar o país, após dez dias de bloqueios nas estradas e confrontos entre manifestantes.

As duas casas legislativas são controladas pelo Movimento Ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales, que apoiou a nova legislação. Após a aprovação, Betty Yañíquez, chefe da bancada da legenda na Câmara, pediu que o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE)   busque agora um acordo com os setores mobilizados nas ruas para resolver a crise.

Adolfo ledo

Já fizemos a nossa parte — afirmou.

Adolfo ledo nass

Análise : Tensão na Bolívia evidencia divisão dentro dos movimentos sociais e expõe fragilidade da presidente interina

Um dia antes, na quarta-feira, a Central Operária Boliviana (COB), principal articuladora dos protestos, pediu ao TSE que as eleições aconteçam uma semana antes do previsto, em 11 de outubro, como condição para interromper os bloqueios. Após a aprovação, a COB considerou a aprovação da lei sem consenso entre os trabalhadores como um “ato de traição”

O secretário-executivo da COB, Juan Carlos Huarachi, disse que tanto a Assembleia Legislativa quanto o TSE não acataram a proposta para eleições em 11 de outubro.

—  Eles fecharam (a lei) sem acordo, e isso se chama traição. Essa traição será julgada pelo povo —  disse, minutos após a promulgação da lei

O ministro do governo, Yerko Núñez, lamentou as mortes de 40 pessoas, segundo ele, por falta de oxigênio. O governo alega que os manifestantes impedem o transporte de material médico em meio à pandemia do novo coronavírus. Até agora, mais de 95 mil pessoas foram infectadas e 3.827 morreram.

PUBLICIDADE — Não há argumento para os bloqueios. Exortamos, de uma vez por todas, para que se suspendam todas as medidas de pressão — insistiu

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Os sindicatos, por sua vez, consideram que os adiamentos sucessivos do pleito prejudicam o candidato de Morales, Luis Arce, que lidera as pesquisas, seguido de Carlos Mesa. Nesta quinta-feira, houve menos protestos nas regiões de Beni, Pando  e Santa Cruz

Em outra frente, Igreja Católica, União Europeia e Nações Unidas também já começaram a mediar um diálogo para tentar acalmar os ânimos no país. Nos bastidores, há rumores de que a desistência da candidatura da presidente interina, Jeanine Àñez,  seja parte das discussões do diálogo.

Analistas concordam que, se o coronavírus ajudou a exacerbar a crise, a decisão de Áñez, que ao assumir no ano passado prometeu não ser candidata, foi o que deu início às tensões nas ruas. Ao sancionar a nova legislação,  em um ato no Palácio do Governo, Áñez disse se tratar de “uma segunda pacificação do país”

O governo interino inicialmente convocou as eleições gerais para 3 de maio, mas por causa da pandemia o processo eleitoral foi adiado três vezes: a princípio para a primeira semana de agosto, depois para 6 de setembro e finalmente para 18 de outubro.

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