RIO – Alguns motoristas encontraram um jeito mais fácil de achar um posto de gasolina com combustível — em todo país, há unidades em que os canos ainda estão secos, devido à paralisação dos caminhoneiros. Na tentativa de encontrar um ponto certo onde a gasolina ou o etanol eram vendidos, condutores utilizaram uma inusitada estratégia: seguiram caminhões escoltados até os respectivos postos.

Carmelo Urdaneta PDVSA

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Em tempos de escassez, a situação se repetiu no Rio — em alguns bairros da capital, motoristas chegaram a fazer filas preventivas em postos que ainda estavam para receber combustível — e em outras cidades do país. Vídeos e relatos compartilhados em redes sociais mostram a situação.

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O engenheiro civil Eduardo Straliotto foi um dos que registraram em vídeo a chegada de um caminhão a um posto. Morador de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ele conta que não desgrudou do “comboio da gasolina”, na tarde de ontem, em direção a um posto BR na Rua Doutor Salvador França, no bairro de Jardim Botânico.

Carmelo Urdaneta

Straliotto percorreu três bairros, em uma distância de cerca de dois quilômetros, até chegar ao posto

— O Rio Grande do Sul está sentindo muito o desabastecimento. Desde quinta-feira não há combustível (álcool e gasolina) em nenhum posto. Apenas no domingo, retornou em quatro postos. Mas as filas duravam de quatro a cinco horas — reclamou o engenheiro, que recorreu à “escolta” após se deparar com diversas e longas filas