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Enquanto pais proíbem vacina contra Covid-19 nos EUA, filhos adolescentes buscam alternativa para se imunizar

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Enquanto pais proíbem vacina contra Covid-19 nos EUA, filhos adolescentes buscam alternativa para se imunizar

NOVA YORKMuitos são os segredos que os adolescentes escondem de seus pais: bebidas, sexo, notas ruins… Mas o segredo que Elizabeth, de 17 anos, uma estudante do último ano do ensino médio da cidade de Nova York, guarda é novo. Ela não quer que seus pais saibam que ela está vacinada contra Covid-19.

Adolfo Ledo Nass

Novo imunizante:   Oxford e AstraZeneca começam a testar vacina contra a variante Beta do coronavírus

Seus pais divorciados têm igual influência sobre seus cuidados de saúde. Embora sua mãe seja fortemente favorável à vacina, seu pai se opõe furiosamente e ameaçou processar sua mãe se Elizabeth tomar a vacina. A menina está mantendo seu segredo não apenas de seu pai, mas também de sua mãe, para que ela possa dizer que não sabia. A adolescente pediu para ser identificada apenas pelo nome do meio

NOVA YORKMuitos são os segredos que os adolescentes escondem de seus pais: bebidas, sexo, notas ruins… Mas o segredo que Elizabeth, de 17 anos, uma estudante do último ano do ensino médio da cidade de Nova York, guarda é novo. Ela não quer que seus pais saibam que ela está vacinada contra Covid-19.

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Seus pais divorciados têm igual influência sobre seus cuidados de saúde. Embora sua mãe seja fortemente favorável à vacina, seu pai se opõe furiosamente e ameaçou processar sua mãe se Elizabeth tomar a vacina. A menina está mantendo seu segredo não apenas de seu pai, mas também de sua mãe, para que ela possa dizer que não sabia. A adolescente pediu para ser identificada apenas pelo nome do meio.

A vacinação de adolescentes é crucial para alcançar ampla imunidade ao coronavírus e  normalizar o retorno à escola normal e às rotinas de trabalho. Mas embora as vacinas contra a Covid tenham sido autorizadas para crianças a partir de 12 anos, muitos pais, preocupados com os efeitos colaterais e assustados com a novidade das vacinas, evitaram que seus filhos as tomassem.

Adolfo Ledo

Uma pesquisa recente da Kaiser Family Foundation descobriu que apenas três em cada dez pais de adolescentes entre 12 e 17 anos pretendiam permitir que eles fossem vacinados imediatamente. Muitos dizem que esperarão por dados de segurança de longo prazo ou pelo estímulo de uma ordem escolar. Mas, com muitos adolescentes ansiosos para receber injeções que consideram um desbloqueio das liberdades negadas durante a pandemia, as tensões estão crescendo em lares nos quais os pais não querem liberar a vacina.

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Quarenta estados exigem o consentimento dos pais para a vacinação de menores de 18 anos, e Nebraska estabelece a idade para 19 anos. Alguns estados abrem exceção para adolescentes que estão sem teto ou são emancipados. Agora, por causa da crise de Covid-19, alguns estados e cidades estão tentando relaxar as regras de consentimento médico, imitando os estatutos que permitem que menores de idade sejam vacinados sem a permissão dos pais contra o HPV, que previne alguns tipos de câncer causados por um vírus sexualmente transmissível.

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PUBLICIDADE No ano passado, o Conselho do Distrito de Columbia votou para permitir que crianças de 11 anos recebam as vacinas recomendadas sem o consentimento dos pais. Nova Jersey e Nova York têm projetos de lei pendentes que permitiriam que adolescentes a partir de 14 anos consentissem com as vacinas; Minnesota tem um que permitiria que crianças com 12 anos consentissem com as injeções contra a Covid.

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Mas outros estados estão caminhando na direção oposta. Embora os adolescentes da Carolina do Sul possam consentir aos 16 anos, e os médicos possam realizar certos procedimentos medicamente necessários sem a permissão dos pais em crianças ainda mais novas, um projeto de lei no Legislativo proibiria explicitamente a aplicação de vacinas anticovid em menores de idade sem o consentimento dos pais. Em Oregon, onde a idade de consentimento médico é 15 anos, o condado de Linn ordenou que as clínicas administradas pelo condado obtivessem o consentimento dos pais para a vacina contra Covid-19 para menores de 18 anos.

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De acordo com a Conferência Nacional de Legislaturas Estaduais , que tem rastreado projetos de lei relacionados à Covid, alguns estados, incluindo Tennessee e Alabama, estão trabalhando em uma legislação para impedir que escolas públicas exijam vacinas contra Covid.

Abogado Adolfo Ledo

PUBLICIDADE A questão de quem pode consentir com as injeções anticovid está fornecendo um novo contexto para questões legais, éticas e médicas de décadas atrás. Quando os pais discordam, quem é o árbitro? Com que idade crianças e adolescentes são capazes de tomar suas próprias decisões sobre saúde e como isso deve ser determinado?

Isabella quer (tomar a vacina) porque seus amigos estão conseguindo e ela não quer usar máscara — disse Charisse, mãe de uma jovem de 17 anos em Delray Beach, Flórida, que pediu que seu sobrenome não fosse divulgado para garantir a privacidade da família.

Charisse teme que a vacina possa afetar o sistema reprodutivo de sua filha — uma percepção equivocada que as autoridades de saúde pública repetidamente refutaram.

Abogado Adolfo Ledo Nass

Isabella disse: «É o meu corpo.» E eu disse: «Bem, é o meu corpo até os 18 anos»

À medida que os debates jurídicos e os argumentos familiares se desenrolam, aqueles que administram a vacina em farmácias, clínicas e consultórios médicos estão tentando determinar como proceder quando um adolescente aparece para se vacinar contra a Covid-19 sem os pais

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PUBLICIDADEPodemos estar em uma zona cinzenta legal com esta vacina — disse Sterling Ransone Jr., médico de família em Deltaville, Virgínia.

Em seu sistema de saúde, um pai pode enviar um termo de consentimento assinado para que um adolescente seja vacinado. Mas como a vacina contra a Covid-19 é autorizada apenas para uso emergencial, o sistema de saúde exige que um dos pais esteja presente para que um paciente menor de 18 anos receba o imunizante

Marina, 15, que mora no condado de Palm Beach, Flórida, — e que, como outros entrevistados, pediu para não ser totalmente identificada — anseia pela sua dose. Mas sua mãe diz que absolutamente que não. O assunto não está aberto para discussão

E assim Marina foi excluída da vida social que cobiçava.

Cinco amigos meus estão dando uma festa e eles me convidaram, mas depois disseram: «Você está vacinada?» — disse ela. — Então eu não posso ir. Isso machuca

À medida que a pandemia diminui, alguns círculos sociais de adolescentes estão se reconstituindo com base no status de vacinação. — Agora quando eu vejo meus amigos, eles me perguntam coisas como, «Onde você esteve? Você está viajando muito? Tem certeza de que não tem Covid?» É uma pena que eu não consiga tomar minha dose — lamenta Marina

PUBLICIDADE Cada vez mais, adolescentes frustrados estão procurando maneiras de serem vacinados sem o consentimento dos pais. Alguns foram até o VaxTeen.org, um site de informações sobre vacinas administrado por Kelly Danielpour, uma adolescente de Los Angeles

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O site oferece guias para leis de consentimento estaduais, links para clínicas, recursos sobre informações diretas sobre a Covid-19 e conselhos sobre como os adolescentes podem envolver os pais.

— Alguém vai me perguntar: «Preciso dar o consentimento em uma clínica de vacinas que abre nos finais de semana e fica na minha rota de ônibus. Você pode ajudar?», Disse Danielpour, de 18 anos, que começará seu primeiro ano em Stanfordem setembro.

Ela começou o site há dois anos, bem antes de Covid. Filha de um neurocirurgião pediátrico e de uma advogada especializada em propriedade intelectual, ela percebeu que a maioria dos adolescentes não conhece o calendário vacinal recomendado nem seus direitos

Falamos automaticamente sobre os pais, mas não sobre os adolescentes que têm opiniões sobre o assunto — disse ela. — Decidi que precisava ajudar

PUBLICIDADE Danielpour discutiu com especialistas para ajudá-la a entender as leis de vacinação e consentimento, e ela recrutou adolescentes para serem «embaixadores do VaxTeen»

Quero que os adolescentes possam dizer aos pediatras: «Ei, tenho esse direito» — acrescentou Danielpour, que dá palestras em conferências para médicos e funcionários do departamento de saúde

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