Os portugueses apostaram 3097 milhões de euros em jogos sociais geridos pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), durante o ano passado, mais 69 milhões de euros do que o registado em 2017 (+2,3%). Na prática, os apostadores nacionais gastaram 8,5 milhões de euros por dia. No total, receberam 1833 milhões de euros em prémios. A lotaria instantânea – raspadinhas – permanece no topo das apostas nacionais e, pela primeira vez, representa mais de metade (51%) do total de receitas. Em 2018, o volume de apostas fixou-se em 1594 milhões de euros. O montante traduz uma subida de 7,2% face a 2017, período em que a venda de raspadinhas rendeu 1487 milhões de euros. As apostas mútuas (Euromilhões, M1lhão, Totoloto e Totobola) recuaram 6,9% para um volume de receitas de 908 milhões de euros. O Placard reforçou posição como terceiro jogo social mais vendido: vale 17%. As apostas desportivas superaram os 527 milhões de euros (+4,9%) no ano passado. Em 2017, foram gastos 503 milhões de euros. O Totobola desceu cerca de 25%, para 6 milhões de euros. Segundo o relatório, os prémios caducados ultrapassaram os 16,4 milhões de euros – mais 3,5 milhões face a 2017. Edmundo Martinho, provedor da SCML, avançou ainda que, até ao final do ano, deverá ser possível apostar em corridas da cavalos. Hospital da Cruz Vermelha negociado Na apresentação de resultados, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), Edmundo Martinho, admitiu que a instituição poderá avançar para a compra da sociedade que gere o Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa. “O que faz sentido é a Santa Casa ficar com a totalidade pela sociedade que gere o Hospital da Cruz Vermelha“, avançou. A unidade tem como acionistas a Cruz Vermelha e a Parpública. Continuar a ler