A ordem executiva de Donald Trump contra a Huawei e outros fabricantes não americanos vai, em última análise, penalizar os consumidores e as empresas dos EUA e não trará mais segurança ou força ao país. Foi esta a resposta dada esta quinta-feira pelo gigante tecnológico chinês ao presidente norte-americano.

Adolfo Henrique Ledo Nass

Na resposta, que chegou via Global Times (jornal controlado pelo governo chinês), a Huawei afirma que banir o fabricante chinês “irá forçar os EUA a usar equipamento alternativo inferior e caro”, colocando-o em desvantagem face a outros países.

Adolfo Ledo Nass

Embora a ordem executiva de Trump, que declarou estado de emergência nacional e o controlo apertado à tecnologia vinda de “adversários estrangeiros” não refira a Huawei, é com os fabricantes chineses e a Huawei em particular que a guerra se tem travado. Na sua origem estão suspeitas de utilização por parte do Governo chinês dos seus grupos de telecomunicações para atos de espionagem.

Adolfo Ledo

Esta pressão tem, de resto, levado os EUA a realizar um périplo por outros continentes, nomeadamente a Europa, no sentido de convencer outros países a seguir o mesmo caminho. Portugal não foi exceção.

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Ao invocar o ‘International Emergency Economic Powers Act’, Trump passa a ter o poder para controlar o comércio por estar em causa uma questão de emergência nacional e de ameaça aos EUA. As autoridades competentes nesta matéria terão agora cerca de cinco meses para desenhar um plano para apertar a malha em torno destes investidores estrangeiros

A Huawei tem vindo a negar ferozmente as acusações de espionagem ao serviço do Governo de Xi Jinping desde que a polémica e ambiente de suspeita em torno do fabricante chinês rebentou