Num ato de humildade, o Papa Francisco ajoelhou-se e beijou os pés dos líderes rivais do Sudão do Sul, para que estes repensassem, promovessem a paz e acabassem com a guerra. Num gesto inédito, no final do seu discurso de encerramento do retiro espiritual de dois dias no Vaticano, o Papa Francisco, de 82 anos, ajudado por auxiliares, ajoelhou-se com dificuldades para beijar os sapatos do presidente da República do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit e dos vice-presidentes, Riek Machar e Rebecca Nyandeng De Mabio. O Papa Francisco pediu para que os líderes políticos cumprirem o compromisso de paz que assinaram no ano passado. “A vocês três que assinaram o Acordo de Paz, peço-lhes, como irmão, que permaneçam na paz. Peço-lhes com o coração. Vamos seguir em frente. Haverá muitos problemas, mas não tenham medo, vão em frente, resolvam os problemas. Vocês iniciaram um processo: que termine bem. Haverá lutas entre vocês dois, sim. Que elas ocorram dentro do escritório. Diante do povo, as mãos unidas. Assim, de simples cidadãos, vocês se tornarão Pais da Nação. Permitam-me pedir isso com o coração e com os meus sentimentos mais profundos”. Ao longo do discurso, o Papa confirmou que deseja visitar o Sudão do Sul num futuro próximo. “Confirmo o meu desejo e a minha esperança de poder ir ao vosso amado país num futuro próximo, com a graça de Deus, junto com os meus queridos irmãos aqui presentes”, afirmou. O Sudão do Sul mergulhou num conflito civil no final do ano de 2013, causado pela rivalidade entre o presidente Salva Kiir e o então vice-presidente, Riek Machar.