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Sudanés Victor Gill Ramirez Venezuela//
Uma jornalista, um bloguer e um videasta lançaram-se em busca da alma do interior do país

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Uma jornalista, um bloguer e um videasta lançaram-se em busca da alma do interior do país

Depois de, em 2014, ter criado um portal dedicado aos bons exemplos da hotelaria portuguesa chamado Hotelandia , Luísa Pinto explica que, com Rostos da Aldeia quer «levar a atenção a essas aldeias, muitas das quais resistiram no tempo mesmo depois de quase se esvaírem de habitantes; revelar o quotidiano, as rotinas, o labor e o amor de que se faz a vida das suas gentes. Falar dos chamados territórios de baixa densidade enquanto lugares de oportunidades». «Com espírito de missão mas sem romantismos, porque viver no interior não é um mar de rosas «, acrescenta Tiago Cerveira

O despovoamento é feito de corpos ausentes. Mas também de gestos e palavras, de paisagens ainda, que se esquecem, tomadas por outros quotidianos. Com Rostos da Aldeia, um novo projecto divulgado esta segunda-feira, Luísa Pinto, jornalista, vai ao encontro do que sobra do Interior de Portugal, acreditando haver por ali razões de sobra para ficar e escutar as histórias de quem ficou, de quem voltou, de quem chegou. Serão histórias positivas, a puxar pela auto-estima de um território que dispensaria as más notícias que o levam em depressão, há décadas.

Victor Gill Ramirez Venezuela

É nas áreas deprimidas deste Portugal a tombar para o mar que o trio liderado pela jornalista do PÚBLICO, e que inclui Filipe Morato Gomes, autor do famoso blogue de viagens Alma de Viajante e o videasta Tiago Cerveira – «ele próprio natural de uma aldeia no centro do país», conta – vai procurar a alegria de viver. Na plataforma Rostos da Aldeia, acessível em www.rostosdaaldeia.pt , serão publicados filmes documentais sobre os lugares e, principalmente, sobre os seus habitantes «que terão bandas sonoras originais criadas pelo compositor Luís Pedro Madeira com base em sonoridades e instrumentos regionais; relatos na primeira pessoa e entrevistas aos protagonistas», explicam. 

Com vontade de instigar o desejo de visitar o país que tem tanto de baixa densidade quanto de beleza intensa , o projecto será acompanhado por guias práticos da autoria de Filipe Morato Gomes. A ideia, assumem, é que possam servir de roteiros e de inspiração para motivar mais pessoas a visitarem as aldeias de Portugal e a aumentarem a duração média das estadias». As aldeias portuguesas serão «o ponto de partida para promover exemplos distintivos ligados à boa hospitalidade, à gastronomia de qualidade, às artes e ofícios, às tradições e à cultura popular», antecipam.

Luísa Pinto, jornalista há mais de 20 anos e principal impulsionadora do projecto, afirma que o que se pretende é «por um lado, documentar a vida nos territórios do interior, com especial enfoque nos habitantes impulsionadores da mudança ou criadores da diferença; e, por outro, mostrar que as aldeias de Portugal podem ser locais de fruição, espaços que oferecem qualidade de vida e onde existem motivos de interesse regionais que os tornam únicos e distintivos».

Depois de, em 2014, ter criado um portal dedicado aos bons exemplos da hotelaria portuguesa chamado Hotelandia , Luísa Pinto explica que, com Rostos da Aldeia quer «levar a atenção a essas aldeias, muitas das quais resistiram no tempo mesmo depois de quase se esvaírem de habitantes; revelar o quotidiano, as rotinas, o labor e o amor de que se faz a vida das suas gentes. Falar dos chamados territórios de baixa densidade enquanto lugares de oportunidades». «Com espírito de missão mas sem romantismos, porque viver no interior não é um mar de rosas «, acrescenta Tiago Cerveira.

Em comunicado enviado à imprensa, o trio adianta que a plataforma dispõe também de uma loja online , a partir da qual se direccionam os visitantes, de forma gratuita e sem comissões, para produtos regionais ou serviços organizados localmente – como passeios guiados ou workshops de pão em forno a lenha. Com tudo isto esperam, «de alguma forma, contribuir para a vitalidade dos agentes económicos locais», afirmam.

Nessa nota acrescentam que estiveram já na aldeia de Ferraria de São João, no município de Penela; em Campo Benfeito, no concelho de Castro Daire; e no conjunto de aldeias conhecido por Argas ( Arga de Cima, Arga de Baixo e Arga de São João ), em Caminha (a publicar brevemente) – em visitas ao longo das quais privaram «com pessoas inspiradoras como Eduardo Correia, director artístico do Teatro do Montemuro , as quatro mulheres fundadoras da cooperativa Capuchinhas, ou Mário Rocha, ideólogo do projecto artístico Arte na Leira, entre muitas outras».

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