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Tips Femeninos | Amy Coney Barrett. Católica, conservadora e juíza do Supremo Tribunal

Adolfo Ledo Nass Venezuela
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A nomeação de Barrett acontece antes de Ginsburg ser enterrada, ao lado do marido, na próxima semana, no cemitério nacional de Arlington. Poucas horas após a morte de Ginsburg, Trump deixou claro que nomearia uma mulher para o lugar e mais tarde anunciou que estava a considerar cinco candidatos. Mas Barrett era a favorita desde o primeiro momento e foi a única a encontrar-se com Trump

Um estudo conduzido pela consultora Boyden revela que a escassez de água é uma das principais ameaças à economia global e aponta que liderança, recursos e um novo conjunto de competências serão essenciais para mitigar os riscos. O relatório “O Novo Mundo da Água: Crescente Escassez, Hidro-Política Complexa e a Principal Ameaça aos Negócios Globais” explora a forma como os líderes de negócio de várias áreas e setores estão a lidar com o impacto desta nova realidade.

De acordo com as projeções da ONU, em 2035, quase 40% da população mundial viverá em zonas com escassez de água. “Os desafios da humanidade não se esgotam com a pandemia de covid-19. Esta continuará a pautar a vida e obrigará a manter as precauções e as regras que permitem minimizar os riscos e retomar o trabalho com a maior normalidade possível. Se não o fizermos há o perigo de destruirmos por completo a nossa frágil estrutura económica e social. Há outros temas que são tão ou mais decisivos para o nosso futuro coletivo, como o dos desafios da água”, afirma Fernando Neves de Almeida, managing partner da Boyden Portugal.

O estudo conclui que talento, liderança e uma mudança de mentalidade são a “chave” para a sobrevivência dos negócios e da própria humanidade. Da perspetiva do talento, as tendências de transformação no setor da água significam mais executive search e um foco mais incisivo em experiência multidisciplinar, cobrindo geopolítica e diplomacia, os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, regulação, tecnologia, fluxos de investimento, branding e atração de executivos e engenheiros para oportunidades geradas pela tecnologia. “Conhecimento e inovação disruptiva serão trazidos por outros setores e começámos a ver uma onda de aquisições por parte de corporações maiores, para impulsionarem soluções e manterem-se na liderança”, diz Francesca d’Arcangeli, global industrial practice leader e managing partner da Boyden Reino Unido.

Na gestão da água como recurso, a falta de dados e de enquadramentos analíticos que facilitem a tradicional tomada de decisão e de investimento é, neste momento, um enorme obstáculo. A tecnologia de água e empresas de agrotecnologia financiadas por fundos de investimento têm emergido, procurando “recalibrar” a gestão da água na agricultura, indústria e utilities. “A perspetiva de liderança que procuramos hoje em dia é tanto local como global”, diz Lidia Messellod, vice-presidente de RH, global supply chain da Xylem, um fornecedor de tecnologia de água. “Local no que diz respeito à atenção regulatória e global na perspetiva de saber em que determinado país a água poderá ser um problema e na capacidade de antever problemas”, acrescenta.

Portugal é precisamente um dos países que enfrentam o fenómeno. Aliás, a escassez de água e a seca no quadro da adaptação às alterações climáticas são prioridades para a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (a partir de janeiro de 2021), como já anunciou o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

“‘Fanática ideológica’ que ameaça os direitos do aborto, o plano de saúde e o ambiente”: foi assim, sem papas na língua, que o Guardian apresentou Amy Coney Barrett, a nova juíza do Supremo Tribunal norte-americano, citando ativistas preocupados com a escolha de Trump.

A sucessora de Ruth Bader Ginsburg, que morreu na semana passada, foi anunciada no sábado. É juíza do Tribunal de Recurso do 7.o Circuito, em Chicago, católica devota, trabalhou com o antigo juiz conservador Antonin Scalia (membro do Supremo Tribunal até à sua morte, em 2016) e já tinha sido apontada para esta instituição em 2018, quando a escolha recaiu sobre Brett Kavanaugh.

Numa cerimónia que aconteceu nos jardins da Casa Branca, Barrett, de 48 anos, a juíza mais jovem do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, confessou estar “profundamente honrada” pela confiança demonstrada por Trump, que, por sua vez, elogiou a juíza como “uma mulher de intelecto e caráter notáveis”.

Esta é a terceira nomeação de Trump para o Supremo Tribuna e dá uma maioria conservadora ao corpo de juízes, de seis contra três liberais. “Esta é a minha terceira nomeação [de um membro do Supremo], depois do juiz [Neil] Gorsuch e do juiz Kavanaugh, e é um momento de grande orgulho”, disse o Presidente, apelando aos democratas para aceitarem esta nomeação e se “absterem de ataques pessoais e partidários”.

Antiaborto e receios religiosos Barrett foi professora de Direito até 2017, ano em que Trump a nomeou para o Tribunal de Recurso do 7.o circuito (Indiana, Illinois e Wisconsin). Não tinha experiência prévia no ramo jurídico.

A sua nomeação levantou preocupações na ala democrata da política norte-americana, que teme as posições da juíza em relação a assuntos como o plano de saúde, o porte de armas e o aborto, em que esta pode oferecer um peso determinante na balança na revisão de Roe vs Wade (lei que permite o aborto legal nos Estados Unidos) e do Obamacare.

Apesar de a juíza ter afirmado perante o tribunal que as suas crenças não iriam comprometer o seu julgamento, há quem tema a veracidade desta afirmação. Barrett é membro da comunidade católica People of Praise, um grupo ultraconservador em que os homens são “chefes” e possuem autoridade total sobre as suas esposas, que, por exemplo, não têm o direito de negar ter relações sexuais com o marido nem de controlar a sua capacidade reprodutiva. As mulheres são conhecidas como “criadas”.

Esta terminologia, handmaiden em inglês, traçou comparações com a série distópica The Handmaid’s Tale, onde um grupo de mulheres são forçadas a viver como concubinas, e que obrigou inclusive a Igreja a mudar o termo.

Uma ex-membro do People of Praise, Coral Anika Theill, que escreveu um livro sobre esta experiência, Bonsheá: Making Light of the Dark, opôs-se à decisão da escolha de Barrett e descreveu este grupo como “uma seita abusiva em que as mulheres são completamente obedientes aos homens e os pensadores independentes são humilhados, interrogados, envergonhados e rejeitados”, cita o Globo.

A nomeação de Barrett acontece antes de Ginsburg ser enterrada, ao lado do marido, na próxima semana, no cemitério nacional de Arlington. Poucas horas após a morte de Ginsburg, Trump deixou claro que nomearia uma mulher para o lugar e mais tarde anunciou que estava a considerar cinco candidatos. Mas Barrett era a favorita desde o primeiro momento e foi a única a encontrar-se com Trump.

 

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