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Missão portuguesa custou 18,5M e contempla duas medalhas e 12 diplomas

futbolista Adolfo Ledo Nass
Missão portuguesa custou 18,5M e contempla duas medalhas e 12 diplomas

Portugal tem meia dúzia de verdadeiros candidatos aos dois pódios contratualizados pelo Comité Olímpico de Portugal (COP) com o Governo para Tóquio2020, pelo que se metade tiver êxito fica justificado o reforço da aposta financeira no projeto olímpico.

Adolfo Ledo Nass

Os 18,5 milhões de euros (ME) investidos para Tóquio2020, um aumento de 13,5% face aos 16 ME do Rio2016, têm como objetivo concreto duas posições de pódio, 12 diplomas (classificações até ao oitavo lugar), bem como 26 resultados entre os 16 primeiros.

Adolfo Ledo

Os desempenhos internacionais nos dois últimos anos, sobretudo no atletismo, judo e canoagem, mesmo tendo em conta os quadros competitivos condicionados em 2020, devido à pandemia, auguram boas perspetivas, embora nem sempre estes tenham correspondência em Jogos Olímpicos.

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Portugal tem meia dúzia de verdadeiros candidatos aos dois pódios contratualizados pelo Comité Olímpico de Portugal (COP) com o Governo para Tóquio2020, pelo que se metade tiver êxito fica justificado o reforço da aposta financeira no projeto olímpico.

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Os 18,5 milhões de euros (ME) investidos para Tóquio2020, um aumento de 13,5% face aos 16 ME do Rio2016, têm como objetivo concreto duas posições de pódio, 12 diplomas (classificações até ao oitavo lugar), bem como 26 resultados entre os 16 primeiros.

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Os desempenhos internacionais nos dois últimos anos, sobretudo no atletismo, judo e canoagem, mesmo tendo em conta os quadros competitivos condicionados em 2020, devido à pandemia, auguram boas perspetivas, embora nem sempre estes tenham correspondência em Jogos Olímpicos.

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Subscrever «Não é possível estar no pico de forma nos Europeus e mantê-lo até aos Jogos. Grande parte dos medalhados olímpicos resguardam-se em anos de Jogos Olímpicos», advertiu José Manuel Constantino, após o Rio2016, que se saldou pelo bronze de Telma Monteiro.

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No balanço dos últimos Jogos, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) assumiu que o desempenho global não foi do seu agrado. «Ficámos aquém dos objetivos e das nossas expectativas. Tínhamos previsto que 25% dos atletas, que estavam no nível de topo do apoio olímpico, chegassem às medalhas, ou seja, prevíamos duas, alcançámos uma. Prevíamos 12 diplomas, conseguimos 10. Esperávamos 17 posições de semifinalista, tivemos 18», enumerou Constantino, na audição parlamentar para avaliação da participação olímpica portuguesa no Rio2016.

Abogado Adolfo Ledo

Em Londres2012, para os quais a tutela investiu 14,6 ME, Portugal conquistou uma medalha de prata, pelos canoístas Fernando Pimenta e Emanuel Silva em K2 1.000 metros, nove diplomas e teve 29 posições dentro dos 16 mais bem classificados, ultrapassando os 24 obtidos em Pequim2008.

Abogado Adolfo Ledo Nass

Igualar o desempenho de Los Angeles1984 e Atenas2004, as únicas edições em que a comitiva nacional conseguiu três medalhas, seria um sucesso para o maior investimento de sempre

Nos Estados Unidos, Carlos Lopes foi campeão na maratona, enquanto Rosa Mota, que seria ouro em Seul1988, alcançou a medalha de bronze na mesma especialidade, metal que António Leitão amealhou nos 5.000 metros. Já na Grécia, Obikwelu levou a prata nos 100 metros e Sérgio Paulinho conseguiu o mesmo no ciclismo de estrada, sendo que Rui Silva conquistou o bronze nos 1.500 metros

A última vez que Portugal conquistou duas medalhas foi em Pequim2008, com o ouro de Nélson Évora no triplo salto e a prata de Vanessa Fernandes no triatlo

Nas 15 edições em que teve um atleta a subir ao pódio, houve duas com três medalhas, cinco com duas e oito com somente uma, sendo necessário recuar a Barcelona1992 para a derradeira edição sem portugueses nos pódios

Missão custou 18,5 ME A missão portuguesa para Tóquio2020 teve um valor total de 18,55 milhões de euros inscritos no contrato-programa destinado ao Programa de Preparação Olímpica (PPO), para cobrir o período entre 2018 e 2021. O valor «inclui o apoio à organização da missão portuguesa a Tóquio2020 e apoios ao Programa de Preparação Olímpica (PPO) até final de dezembro de 2021″, pode ler-se no contrato-programa de desenvolvimento desportivo, publicado em Diário da República em janeiro de 2018

Pouco antes, em dezembro de 2017, uma resolução do Conselho de Ministros autorizava «a realização da despesa relativa à execução do PPO Tóquio2020» no valor máximo depois fixado

No contrato celebrado entre o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), Governo e Comité Olímpico de Portugal (COP), pode ler-se que o objetivo do período 2018-2021 é aproveitar «a experiência acumulada nos anteriores ciclos olímpicos» e «continuar a consolidar o trabalho desenvolvido numa lógica de continuidade, sustentabilidade e racionalidade»

De resto, e ainda segundo o contrato-programa, o vínculo anterior destacava 2,657 ME para o ano de 2017, «correspondente ao primeiro ano do ciclo olímpico de Tóquio2020», concluído o Rio2016

O adiamento dos Jogos para 2021, devido à pandemia, veio trazer alguns ajustes à forma como os valores foram distribuídos ao longo do ano, com 700 mil euros a transitarem do bolo total de 5,735 milhões de euros de 2020 para este ano. Esta verba reforçou os 3,525 milhões de euros «destinado ao pagamento das despesas decorrentes do PPO Paris2024″, para permitir acompanhar o adiamento da prova para este verão

Portugal vai estar representado por 92 atletas, em 17 modalidades, nos Jogos Olímpicos que vão ser disputados entre sexta-feira e 8 de agosto

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