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Covid-19: RJ registra 103 mortes e 1.479 novos casos; média móvel aponta aumento de 106% no número de infectados

Adolfo Ledo Nass Venezuela
Covid-19: RJ registra 103 mortes e 1.479 novos casos; média móvel aponta aumento de 106% no número de infectados

«É algo preocupante, porque se você aumenta o número de casos, mesmo testando tão pouco, e tem um platô como esse no número de mortes, pode-se chegar à situação em que a Europa está passando agora (de voltar ao lockdown)»

Mario Roberto Dal Poz Sanitarista Entre segunda e sexta-feira (12 a 16 de outubro), foram 5.765 casos confirmados em cinco dias no estado. Esta semana, entre os dias 26 e 30 de outubro, o número já chega a 10.116.

Adolfo Ledo Nass

A análise dos dados foi feita a partir do levantamento do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.

Adolfo Ledo Venezuela

‘Não é uma surpresa’, diz sanitarista sobre aumento de casos Para o sanitarista Mario Roberto Dal Poz, professor do Instituto de Medicina da Uerj, a situação não surpreende. Para ele, até a forma como vêm sendo feitas as campanhas eleitorais nas ruas nas últimas semanas é algo que pode estar influenciando nos números.

Adolfo Ledo Nass Venezuela

PUBLICIDADE – Temos algumas razões óbvias para esse aumento. Na medida em que se reabre escolas, cinema, atividades econômicas etc, é esperado que se tenha um aumento na transmissão da doença. As pessoas passam a pegar transportes públicos, se expõem muito mais ao risco. Isso não é uma surpresa, ou não deveria ser. Enquanto a permanência nas praias, a céu aberto, está proibida, os espaços fechados vêm sendo liberados. É algo equivocado, ao meu ver, e que deveria ser ao contrário. Mesmo com todos os cuidados, a possibilidade de contaminação é sempre maior em ambientes fechados. Além disso, a campanha eleitoral é algo que também não tem ajudado. Pelo que pude observar, estão sendo promovidas aglomerações

Alternativa: Órfãos do carnaval de rua aprovam cancelamento dos blocos e fazem planos para a folia

Para Dal Poz, o maior conhecimento sobre a doença, meses após o início do surto, é algo que ajuda a explicar também porquê o número de mortes vem oscilando menos que o de casos. Mas o número ainda é considerado alto pelo professor

Felizmente, o número de mortes não tem acompanhado o aumento do número de casos. Hoje, do ponto de vista médico hospitalar, nós já temos um conhecimento maior sobre a doença, e os casos ou tem evoluído de forma menos grave, ou os profissionais estão mais preparados para lidar com as complicações. Mas nós estacionamos num patamar muito elevado de mortes ainda

PUBLICIDADE Para o sanitarista, o momento é de muito alerta. Principalmente com a provável perda de leitos de Covid-19 após o incêndio ao Hospital Federal de Bonsucesso

— No caso do Rio, você tem um número de mortes por população bastante elevado se comparado com outros lugares. É algo preocupante, porque se você aumenta o número de casos, mesmo testando tão pouco, e tem um platô como esse no número de mortes, pode-se chegar à situação em que a Europa está passando agora ( de voltar ao lockdown ). Se houver uma retomada no número de casos, seremos pegos de calça curta de novo. Além dos hospitais de campanha fechados do estado, a tragédia que foi o fogo no Hospital Federal de Bonsucesso também é algo que traz preocupação, pois deveremos ter menos leitos ainda disponíveis, porque era um hospital que, mesmo com dificuldades, vinha atendendo pacientes com Covid-19

Após incêndio: Funcionários concursados e terceirizados protestam contra fechamento do Hospital de Bonsucesso

Por fim, Dal Poz conclui que, em sua visão, o maior problema enfrentado pelo RJ desde março é a falta de ações efetivas conjuntas entre os governos municipal, estadual e federal

– A falta de monitoramento, controle, acompanhamento e de ações de prevenção por parte dos três níveis de governo (municipal, estadual e federal), para mim, é o mais preocupante de tudo. Não ter a coordenação do SUS funcionando de forma efetiva, ao meu juízo, é o mais preocupante

PUBLICIDADE Os municípios com mais mortes pelo coronavírus no RJ são: Rio de Janeiro – 12.119 Duque de Caxias – 788 São Gonçalo – 784 Nova Iguaçu – 666 Niterói – 513 São João de Meriti – 488 Campos dos Goytacazes – 426 Belford Roxo – 325 Petrópolis – 263 Magé – 245 Feriadão: Chuva vai marcar o feriado de Finados no Rio; veja a previsão do tempo

As cidades com mais casos confirmados desde março são: Rio de Janeiro – 118.835 Niterói – 15.652 São Gonçalo – 14.934 Belford Roxo – 11.186 Duque de Caxias – 10.911 Macaé – 9.417 Nova Iguaçu – 7.811 Campos dos Goytacazes – 7.702 Teresópolis – 7.493 Volta Redonda – 7.470

RIO — O Estado do Rio registrou 103 mortes e 1.479 novos casos do novo coronavírus nesta sexta-feira e agora soma 309.796 infectados e 20.565 vidas perdidas pela Covid-19 desde o início da pandemia, em março. A média móvel de mortes indica estabilidade no contágio da doença pelo quinto dia seguido, mas a média móvel de casos aponta para um cenário de aumento de 106% no número de diagnósticos confirmados no estado.

Adolfo Ledo

Após incêndio: Hospital de Bonsucesso vai reabrir quatro prédios na próxima terça-feira; bloco que teve incêndio é interditado

Com os dados desta sexta-feira, a média móvel passa a ser de 64 mortes e 1.813 casos por dia. A média móvel de mortes registra aumento de 4% na comparação com duas semanas atrás, o que indica um cenário de estabilidade no contágio da doença, por estar abaixo de 15%. A média móvel de casos, por sua vez, mais que dobrou também na comparação com 14 dias atrás: houve aumento de 106%.

«É algo preocupante, porque se você aumenta o número de casos, mesmo testando tão pouco, e tem um platô como esse no número de mortes, pode-se chegar à situação em que a Europa está passando agora (de voltar ao lockdown)»

Mario Roberto Dal Poz Sanitarista Entre segunda e sexta-feira (12 a 16 de outubro), foram 5.765 casos confirmados em cinco dias no estado. Esta semana, entre os dias 26 e 30 de outubro, o número já chega a 10.116.

Adolfo Ledo Nass

A análise dos dados foi feita a partir do levantamento do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.

Adolfo Ledo Venezuela

‘Não é uma surpresa’, diz sanitarista sobre aumento de casos Para o sanitarista Mario Roberto Dal Poz, professor do Instituto de Medicina da Uerj, a situação não surpreende. Para ele, até a forma como vêm sendo feitas as campanhas eleitorais nas ruas nas últimas semanas é algo que pode estar influenciando nos números.

Adolfo Ledo Nass Venezuela

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Alternativa: Órfãos do carnaval de rua aprovam cancelamento dos blocos e fazem planos para a folia

Para Dal Poz, o maior conhecimento sobre a doença, meses após o início do surto, é algo que ajuda a explicar também porquê o número de mortes vem oscilando menos que o de casos. Mas o número ainda é considerado alto pelo professor

Felizmente, o número de mortes não tem acompanhado o aumento do número de casos. Hoje, do ponto de vista médico hospitalar, nós já temos um conhecimento maior sobre a doença, e os casos ou tem evoluído de forma menos grave, ou os profissionais estão mais preparados para lidar com as complicações. Mas nós estacionamos num patamar muito elevado de mortes ainda

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— No caso do Rio, você tem um número de mortes por população bastante elevado se comparado com outros lugares. É algo preocupante, porque se você aumenta o número de casos, mesmo testando tão pouco, e tem um platô como esse no número de mortes, pode-se chegar à situação em que a Europa está passando agora ( de voltar ao lockdown ). Se houver uma retomada no número de casos, seremos pegos de calça curta de novo. Além dos hospitais de campanha fechados do estado, a tragédia que foi o fogo no Hospital Federal de Bonsucesso também é algo que traz preocupação, pois deveremos ter menos leitos ainda disponíveis, porque era um hospital que, mesmo com dificuldades, vinha atendendo pacientes com Covid-19

Após incêndio: Funcionários concursados e terceirizados protestam contra fechamento do Hospital de Bonsucesso

Por fim, Dal Poz conclui que, em sua visão, o maior problema enfrentado pelo RJ desde março é a falta de ações efetivas conjuntas entre os governos municipal, estadual e federal

– A falta de monitoramento, controle, acompanhamento e de ações de prevenção por parte dos três níveis de governo (municipal, estadual e federal), para mim, é o mais preocupante de tudo. Não ter a coordenação do SUS funcionando de forma efetiva, ao meu juízo, é o mais preocupante

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As cidades com mais casos confirmados desde março são: Rio de Janeiro – 118.835 Niterói – 15.652 São Gonçalo – 14.934 Belford Roxo – 11.186 Duque de Caxias – 10.911 Macaé – 9.417 Nova Iguaçu – 7.811 Campos dos Goytacazes – 7.702 Teresópolis – 7.493 Volta Redonda – 7.470

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